Após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar o pedido de revisão de liminar que impedia a Caixa Econômica Federal (CEF) de cobrar a Campos a “ venda do futuro”, o caos ficou mais próximo da maior cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro. Este cenário preocupa não só o prefeito Rafael Diniz (PPS), mas também chefes do Executivo de outros municípios da região, como a prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP).

Vale lembrar que São João da Barra por muito pouco não “vendeu seu futuro” na gestão do prefeito José Amaro Martins de Souza, Neco. Na época, uma ação popular (aqui), impediu que a transação fosse concretizada. Para Carla Machado, se o município contraísse o empréstimo, o cenário seria muito preocupante.

“Fico triste pela situação caótica que a cidade irmã de Campos dos Goytacazes está enfrentando. São João da Barra apesar de todo o endividamento da máquina, estabelecemos as prioridades e estamos conseguindo após a redução do custeio, alcançar o equilíbrio financeiro.  Se nosso município tivesse como Campos conseguido contrair esse empréstimo no ano passado, onde teríamos que utilizar parte dos royalties para cumprir o pagamento dessa operação, São João da Barra estaria ingovernável”, disse

Com a negativa do STJ, a Caixa está liberada para cobrar de Campos muito além dos  10% dos royalties do petróleo e também a integralidade das Participações Especiais, o que pode causar o agravamento da crise no município. O contrato celebrado entre a Caixa Econômica e a prefeitura está sendo questionado na justiça (aqui). Apesar do cenário nebuloso da cidade vizinha, a prefeita Carla Machado afirma que momento é de união, compreensão e muito trabalho.

“Estamos todos solidários ao Prefeito Rafael e na torcida para que Campos consiga repactuar esse débito junto à Caixa Econômica, pois nenhum gestor consegue incrementar receita rapidamente e a diminuição do custo da manutenção da máquina administrativa tem seu limite. Quando as contas não fecham, não tem fórmula mágica que dê jeito. A população e a administração de Campos precisam dar as mãos para reerguer esse município de pessoas sérias, honradas e trabalhadoras”, finalizou.

Por Redação

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