O corregedor Nacional de Justiça, João Otávio de Noronha, mandou notificar na última terça-feira o juiz Glaucenir Oliveira, responsável por mandar prender o ex-governador Anthony Garotinho (PR) no âmbito da operação Caixa d’Água, para prestar esclarecimentos em até cinco dias.

O magistrado campista é investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após representação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, que foi acusado de receber propina para soltar Garotinho em um áudio atribuído a Glaucenir que vazou na internet no final de dezembro.

No pedido de providências protocolado no CNJ, a defesa de Gilmar argumenta que “acaso atribuída a autoria da alocução do MM. Magistrado Glaucenir de Oliveira, é possível concluir que ele teria sido motivado a disseminar esse tipo de falaciosa narrativa como uma forma de retaliação à perda da eficácia de sua decisão, proferida quando ainda era o responsável pela 98ª Zona Eleitoral de Campos”.

Em seu despacho, João Otávio de Noronha relatou que “com efeito, ao analisar o áudio, constata-se que as falas creditadas ao reclamado (Glaucenir) são graves, pois imputam a Ministro do Supremo Tribunal Federal condutas ilícitas, o que, em tese, podem configurar crime contra a honra, dano moral e violação dos deveres funcionais de magistrado. Ante o exposto (…), oficie-se ao magistrado Glaucenir Silva de Oliveira, Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, para que, no prazo de 5 (cinco) dias, preste informações sobre os fatos narrados no expediente encaminhado pelo reclamante”.

Glaucenir Oliveira também é alvo de outras duas outras duas representações na Corregedoria Geral da Justiça Eleitoral movidas por Gilmar e Garotinho. Além de Glaucenir, o juiz Ralph Manhães, atual responsável pela condução do processo, também foi outro alvo do ex-secretário municipal de Governo de Campos. No último dia 29 de dezembro, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, Gilmar falou publicamente sobre o caso e classificou como as declarações de “fascismo”.

Desde que o caso estourou, Glaucenir não vem comentando sobre o assunto.

Fonte: Folha da Manha

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