Depois de 28 anos sem visitar Campos em um compromisso de campanha, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou para cerca de 2 mil pessoas, entre apoiadores e um grupo de aproximadamente 300 opositores durante o primeiro ato da Caravana Lula Pelo Brasil no estado do Rio de Janeiro, ontem à noite, na Praça do Liceu. Sem citar nomes, Lula criticou os governantes estaduais e afirmou que “o povo do Rio foi traído por alguns políticos que, ao invés de governar, roubaram o estado”. O petista ainda disse que quem “roubou a Petrobras” deve ser preso. Lula segue hoje a sua agenda na planície goitacá.

Durante o discurso, Lula foi duro ao falar da crise financeira enfrentada pelo estado do Rio. “O povo do Rio de Janeiro é extraordinário. Como é que esse povo foi tão traído por alguns políticos que, ao invés de governar, roubaram esse estado e a confiança de vocês”.

Em outro momento, o ex-presidente criticou os esquemas de corrupção na Petrobras. “Ah, tem gente que roubou na Petrobras, bote na cadeia quem roubou. Tem empresário que fez corrupção, que prenda o empresário, mas não quebre a empresa. Tem gente que precisa trabalhar”, disse sem citar nomes novamente. Lula ainda citou a regulamentação da mídia como um dos compromissos de campanha, mas especificou como isso afetaria os meios de comunicação.

Grupos rivais se provocaram
Os organizadores do evento disseram que cerca de 4 mil pessoas estiveram no ato, mas a Polícia Militar não fez uma estimativa de público. Entre os presentes esteve um grupo de apoio ao também pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSC). Os manifestantes se reuniram em frente à Câmara Municipal. Com faixas e palavras de ordem, eles protestaram contra a visita de Lula e pediram que Bolsonaro coloque Campos em sua agenda de viagens. Os dois grupos chegaram a se provocar com insultos, mas a PM formou um cordão de isolamento na avenida Alberto Torres para evitar confrontos.
Em uma clara referência a Bolsonaro, o ex-presidente cutucou o adversário. “Tem candidato que quer fazer mais cadeias, mas eu prefiro mesmo é construir universidades”, afirmou.
Fonte: Folha 1 / Foto: Carlos Grevi
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