O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Carlos Eduardo Passos, e o vice-presidente e corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Carlos Santos Oliveira, estiveram em Campos nesta quinta-feira para uma reunião com juízes eleitorais do Norte Fluminense. O encontro não teve a presença de Glaucenir Oliveira, magistrado envolvido no polêmico áudio atribuído a ele que acusa o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, de receber propina para soltar o ex-governador Anthony Garotinho (PR) no âmbito da operação Caixa d’Água. Mesmo assim, um grupo se reuniu em frente ao Fórum Maria Thereza Gusmão para prestar apoio ao juiz.

Glaucenir foi responsável por mandar prender Garotinho na Caixa d’Água, suspeito de operar um esquema de arrecadação de propina na Prefeitura de Campos durante a gestão da esposa, Rosinha Garotinho (PR), mas atualmente não responde por nenhuma zona eleitoral.

Segundo a Folha da Manhã apurou, o polêmico “áudio da discórdia” não esteve na pauta, assim como nenhum processo específico, porém, os juízes colocaram para o presidente do TRE as dificuldades e os problemas na condução dos processos em Campos.

No entanto, a importância do município, com processos de grande relevância e repercussão nacional, também contribuíram para a primeira visita do desembargador, que fará reuniões em outras cidades do estado. Além da Caixa d’Água, Campos também foi cenário da operação Chequinho, que apura a troca de votos pelo programa social Cheque Cidadão, e que já condenou à prisão, além do próprio Garotinho, vereadores, ex-secretária e a coordenadora do Cheque.

Carlos Eduardo Passos não quis conversar com a imprensa, mas depois da reunião, o TRE informou que o encontro teve como objetivo apresentar as diretrizes da Justiça Eleitoral fluminense e tratar da organização e da segurança das eleições de outubro.

Entre os presentes estiveram os juízes de Campos Heitor Campinho, Ralph Manhães e Ricardo Coimbra; os juízes dos municípios de São Fidélis, Márcio Roberto Costa; de Cambuci, Paulo Vitor Machado; de São João da Barra, Paulo Maurício Simão; Além do segundo vice-presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), Ricardo Alberto Pereira e o comandante do 8° Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Fabiano Santos.

Fonte: Folha 1

COMENTE COM SEU FACEBOOK