Há um ano, Campos celebrava a vitória em primeiro turno do Prefeito Rafael Diniz. Naquele momento, a população expressava de forma clara que estava cansada do modelo populista, corrupto e ineficiente até então implantado, que desperdiçou os bilhões de reais que jorraram junto com o petróleo da bacia de campos. Todos clamavam por mudança, por um governo diferente daqueles que levaram Campos ao buraco. Junto com a vitória de Rafael, a população tomou conhecimento do quadro de caos financeiro deixado de herança pela família Garotinho. Bilhões em dívidas, o famigerado contrato com a Caixa, o rombo da Previcampos, se somaram à queda da arrecadação dos royalties e a crise econômica nacional. Enfim, de um ano para o outro, o novo governo teria que tocar a inchada e obsoleta máquina pública, com um bilhão de reais a menos.

Dentro desse cenário, só havia dois caminhos a seguir: manter a irresponsabilidade e populismo dos governos anteriores, mantendo práticas públicas insustentáveis, ou ter a coragem para adotar as medidas duras, porém, necessárias, para que o Município passe a viver dentro dos limites da sua nova realidade financeira. Felizmente, o Prefeito Rafael Diniz teve a coragem de seguir pelo caminho mais responsável. Está tendo a coragem necessária para enfrentar a dura realidade municipal. O fato é que o Município já não dispõe dos recursos financeiros de antes e todos nós teremos que nos adaptar à nova realidade, por mais dura que seja.

Por mais duro que seja, estamos fazendo o dever de casa. Reduzimos cerca de 500 cargos em comissão em relação ao governo passado. O controle de carga horária de pessoal passou a ser mais rígido, a fim de diminuir as contratações temporárias. Os programas sociais estão sendo revisados. Um novo Código Tributário foi aprovado, centenas de contratos foram analisados e revisados. Enfim, inúmeras atitudes estão sendo adotadas para colocar a casa no lugar, e outras ainda virão para pôr fim às práticas nefastas que levaram nosso município ao fundo do poço.
Infelizmente, esse é um momento em que interesses serão contrariados, que práticas por anos tidas por comuns serão revistas, que perversos hábitos administrativos serão modificados

Por mais doloroso e sacrificante que isso aparente ser, não há como transformar a cidade sem romper com as velhas práticas de outrora. Parte da população já conseguiu compreender essa necessidade. Alguns, porém, vivem uma crise de identidade: querem a mudança, desde que não os afete. Não querem os políticos do passado, mas sentem falta das suas velhas práticas. É natural que isso aconteça, toda mudança gera medo. Mas nós, enquanto governo, precisamos manter a cabeça erguida e adotar todas as medidas necessárias para que Campos retome o caminho do crescimento. Não tivemos medo de enfrentar o passado. Não teremos medo de encarar o presente. Temos a certeza que o futuro de Campos é promissor.

 

Por: José Paes Neto (advogado e procurador geral de Campos)

 

 

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