Dar ao estudante a oportunidade de viver a ciência. Este é o objetivo das aulas práticas em laboratórios. Durante anos, os laboratórios de Ciência da rede municipal ficaram fechados. Este ano, a secretaria municipal de Educação, Cultura e Esportes (Smece) reativou nove deles. Só em quatro meses (de março a junho) de funcionamento, mais de 11 mil alunos foram atendidos e quase 500 experimentos realizados.

De acordo com a coordenadora de Ciências da Smece, Carla Salles, os laboratórios não só foram reativados e equipados como agora possuem, pela primeira vez, professores fixos, com carga horária integral, respaldados pela secretaria. “As aulas práticas são importantes para aprendizagem significativa no ensino de ciências. Nos laboratórios os alunos vivenciam o método científico: observam, testam e analisam hipóteses e discutem resultados. Nesse espaço, os estudantes são os agentes do próprio conhecimento. A prática consolida a aprendizagem”, enfatiza.

Um dos laboratórios reativados foi o da escola municipal José do Patrocínio, na Penha. A unidade, que atende 1.100 estudantes, teve a reforma completa e ampliação do seu prédio inaugurados pelo prefeito Rafael Diniz em março deste ano, após mais de dois anos funcionando, de forma improvisada, em um Ciep compartilhado com o governo do Estado. Durante todo este tempo as aulas práticas foram suspensas.

Para Ítalo Queiroz, estudante do 7º ano, as aulas no laboratório facilitam o aprendizado. “É bem melhor do que só ler como funciona. Aqui a gente vê, na prática, os fungos, as verminoses e tudo que está nos livros. Fica bem mais fácil de gravar quando a gente faz experimentos”, ressalta.

Os experimentos, citados por Ícaro, são vários e realizados seguindo o cronograma da parte teórica, trabalhada em sala de aula. No momento, os alunos estudam sobre o meio ambiente. No laboratório, realizaram experimentações sobre a fotossíntese e sobre a importância da preservação da mata ciliar, que protege o leito dos rios, usando alpiste, terra e materiais recicláveis.

— No laboratório a aprendizagem é mais dinâmica, investigativa. Eles olham uma foto no livro e as vezes não tem muito interesse no tema, quando veem o mesmo elemento na lâmina no microscópio a reação é outra — relata a professora do laboratório, Erlise Sanches.

Parceria com UENF — A Smece possui parcerias com o Instituto Federal Fluminense (IFF) e com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) para o fomento das atividades laboratoriais. Na terça-feira (11), Jorge Petretstki, o professor de biologia da universidade, visitou o laboratório da José do Patrocínio levando experimentos e ideias para o projeto que o Clube de Ciências da unidade apresentará na Feira Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, no próximo mês. Segundo o pesquisador, o objetivo é incentivar também o clube a realizar projetos de longo prazo.

Fonte: SupCom

COMENTE COM SEU FACEBOOK